quarta-feira, 27 de julho de 2016

MAR MORTO


NEM TIVE TEMPO DE PARTIR 
NEM AO MENOS NAUFRAGAR. 
FOI VOCÊ OLHAR PARA MIM 
QUE PERDI-ME NO TEU MAR. 

MAR AZUL, SEM COR 
SEM NOME, NEM SOBRENOME. 
MESMO ME AMANDO 
JAMAIS LEVOU-ME AS FONTES. 

ESCONDEU OS TEUS SEGREDOS 
SILÊNCIO TODAS AS FÁBULAS. 
FEZ POUCO DO NOSSO AMOR, 
O TRANSFORMANDO EM SUCATA. 

POR ISSO HOJE NÃO TEM ONDAS 
CARECE DE AREIA. 
NÃO RECEBE MAIS VISITAS, 
NÃO TEM CONTOS DE SEREIA. 

Autora: Priscila Afonso