terça-feira, 6 de setembro de 2016

ENTRELINHAS


Não sei se vai me entender,
Se vai conseguir me escutar.
Preciso expressar o meu conhecer,
Falar do que pude notar.

Por onde queria saber,
Que ruas posso andar?
Pois si for para aumentar seu sofrer,
Fico na cama esperando o sono voltar.

Tem coisas que quero dizer,
Vou tentar de algum jeito narrar.
Talvez o acaso venha interceder,
Auxiliar o apresentar.

Pronto vou correr!
Já há tarde para enfeitar.
Agora pega de longe o medo,
Essa espinha que fez-me engasgar.

Entalou-me dentro do ser,
Tão perdido que parou para pensar.
Será que vai doer?
É cabível Eu contar?

Mas que chato como não fui perceber,
A hora passa o tempo não pode parar.
Demorei ou cansei,
Sabia do risco de falhar ao gesticular.