sexta-feira, 2 de setembro de 2016

EM CIMA DO MORRO



Me sinto tão diminuída,
Minha altura não serve pra nada.
Como se eu tivesse em cima de um morro,
Sem pão, café e água.

Agora chega em mim a falência,
Já ouso o som da terra declinar,
Ela está se aguachando,
E eu não sei onde segurar.

Papai ti peço ajuda,
Estou tentando sua mão tatear.
Se demoro é por causa do medo,
Ele mandou meus olhos fechar.

Se vou de um lado para o outro,
Fica difícil as lágrimas prender.
Desculpa se encharco,
Suas raízes com meu sofrer.

Talvez fosse mas estável,
Se confessa-se no meu ouvido a situação.
Que ia se abaixando apressadamente,
Para o mais rápido possível me por no chão.


Autora:Adriana Andrade